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25/09/2009

Autonomia, sinônimo de uma boa gestão

 - por Hércules Azevedo da Silva[1]

Autonomia que em grego significa: autos, por si só. É um dos conceitos mais caros a tradicão filosofica libertária. Assim, não se pode pensar a estrutura política e as relações de poder em uma sociedade democratica, sem colocar na pauta das discusões, como serão regidas as relações entre Estado e Sociedade, e principalmente, que papel as Instituições de Estado devem adotar, no âmbito, do fomento a autonomia nas relações do poder público instituito,(com suas convenções e ordenamento jurídico), com as organizações sociais e com o cidadão.
Acreditamos que um dos elementos que está fazendo falta ao debate entre o Estado da Bahia, através de sua Secretaria de Educação, e as Unidades Escolares e sua comunidade escolar, tem ligação direta com a aplicação da noção de autonomia, seja no que diz respeito ao problema da evasão escolar ou aos demais dilemas das escolas, Asim, quando o orgão central da SEC encaminha como proposta a realização do processo denominado como enturmação, o sentimento que fica e que a comunidade escolar não é capaz de elaborar e propor soluções para resolver seus graves problemas. Desse modo, está faltando aos gestores envolvidos nesta questão a compreensão e a aplicação de um novo olhar que permita o florescimento da autonomia, não como panaceia que irá resolver todos os males encontrados em nossa rede educativa, mas, principalmente, como ferramenta capaz de mobilizar as forças locais das diversas Unidades Escolares para atuarem, a favor, da solução de seus problemas.
Desse modo, os gestores escolares, professores, funcionarios e familiares e estudantes devem ser chamados para o exercício pleno de suas prerrogativas da cidadania para coletivamente refletir e encontrar caminhos que permitam a solução dos graves entraves que historicamente tem atrapalhado o desenvolvimento da Educação Pública e Gratuita de Qualidade.
Neste sentido, gostariamos de sugerir aos dirigentes atuais, da máquina estatal, a darem um passo importante na execução de um dos pilares filosoficos do pensamento progressista, que sempre pautou sua ação política defendo a autonomia como um principio libertador.
Para reforçar nossa crença citamos o grande educador Paulo Freire que em sua Pedagógia da Autonomia, nos diz: “ o respeito à autonomia e a dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não comceber uns aos outros”. Desse modo, não devemos abrir mão, de colocar em prática, o princípio, por mais dificil que seja a situação, pois, a realidade tem nos ensinado que a cada passo a favor da libertação dos oprimidos, mas, avançamos na direção de construir um mundo melhor.

[1]Professor da Rede Pública, com Pós-Graduação em Psicologia Transpessoal pela Faculdade Baiana de Medicina e Instituto Holon e, em Planejamento e Prática do Ensino do Terceiro Grau, pela Faculdade Olga Meting. Atualmente é Conselheiro do Conselho de Gestão das Organizações Sociais - Congeos.

 
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